segunda-feira, 25 de maio de 2015

sexta-feira, 22 de maio de 2015

South Africa pastor makes members eating glass

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Woman eating grass, Rabboni Centre Ministries(PHOTO: RABBONI CENTRE MINISTRIES)
Members of Rabboni Centre Ministries in South Africa eat grass at the behest of Pastor Lesego Daniel.
In a wildly unorthodox demonstration of how humans can be controlled by the Holy Spirit and eat just about anything to feed their bodies, a South African pastor made members of his church eat grass. A video of him commanding a demon out of a woman's stomach might also give you the chills.
According to a report in African Spotlight, Pastor Lesego Daniel of Rabboni Centre Ministries had his followers eating grass after explaining in a sermon that Jesus had many other disciples other than the 12 listed in the traditional Bible who were doing new things which were considered unconventional at the time as well.
"There were many disciples and you don't know others. Let God show you as they were deliberately not revealed in the Bible because God wanted someone to do them, new things. Nathanael was a disciple yet there is no book of Nathanael, what about the miracles, signs and wonders, what about how they them who were not mentioned, taught," said the pastor.
  • image: http://images.christianpost.com/full/68359/daniel-lesego.jpg?w=262
    Daniel Lesego
    (Photo: Facebook/Lesego Daniel)
    Pastor Lesego Daniel of Rabboni Centre Ministries in South Africa.
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"Remember I said when the kingdom comes you will be able to see, hear and understand. They could not welcome or take Him to heart because they could not see. When the Holy Spirit comes you will be able to see. Don't worry when people criticize you because they cannot see the spirit of truth, they could not welcome or understand. We can cause the people to see, if we live on another – the world will know because they will be able to see the body – we are the body of Christ," he continued.
"Come and eat so that your eyes may see. Simon Peter said: I am going fishing, this is wrong. He went back to the earthly position where Jesus found him. These are the types of miracles that will cause many to repent because this is the message through miracles, signs and wonders. Jesus did not come in a friendly manner because they were doing what Jesus did not tell them to do."
"Paul says: I carry the death of Christ in me because he ate the body. Here we see the demonstration of John 14:12-14 'Very truly I tell you, whoever believes in me will do the works I have been doing, and they will do even greater things than these, because I am going to the Father. And I will do whatever you ask in my name, so that the Father may be glorified in the Son. You may ask me for anything in my name, and I will do it,'" he added.
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Pastor Daniel Lesego, Rabboni Centre Ministries(PHOTO: SCREEN GRAB VIA YOUTUBE/RABBONI CENTRE MINISTRIES)
Pastor Lesego Daniel of Rabboni Centre Ministries in South Africa (l) commands demon out of belly of woman.

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Conheça os dois únicos países africanos que não foram colonizados por europeus

Conheça os dois únicos países africanos que não foram colonizados por europeus

Ana Lourenço | 26/03/2015
Eles não pouparam ninguém: a Europa dominou quase o mundo inteiro nos vários séculos desde que começou a viajar para outros continentes. Nesse assunto, normalmente nos lembramos do continente africano, que foi completamente tomado e explorado pelos europeus no Imperialismo do fim do século 19. Ok, mas não foi bem assim. A África não foi totalmente dominada: dois países, Etiópia e Libéria, escaparam da colonização.
Os dois têm histórias muito curiosas: um deles conseguiu expulsar os colonos, e o outro tinha acabado de ser formado por imigrantes. Conheça suas curiosas histórias:
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Mapa: Wikimedia Commons
Etiópia
A Etiópia não foi uma das vítimas do neocolonialismo, mas não foi por falta de tentativas. Por volta de 1880, a Itália era um dos países mais atrasados da Europa ocidental: ainda muito agrário, pobre, recém-unificado. À época, em torno de 25 milhões de italianos já haviam migrado para vários outros países (Brasil, inclusive) em busca de uma vida melhor. Para tentar compensar isso, o país também queria entrar na mais nova moda: arranjar uma colônia na África.
Começaram pela região da atual Eritreia, em cima do Chifre Africano, que foi incorporada facilmente como colônia. Mas suas ambições não paravam por aí: queriam também a Etiópia, país cristão governado por Menelik II, que dizia descender do rei Salomão e da rainha de Sabá. Menelik fez um acordo de amizade com os italianos: cedia totalmente a região da Eritreia, em troca de reconhecimento e do fornecimento de armas. Mas havia um porém no acordo: a versão em amárico (língua da Etiópia) punha à disposição dos etíopes os serviços diplomáticos da Itália. Já a versão em italiano obrigava a Etiópia a usar esses serviços – o que, a fundo, tornava o país um vassalo, pouco diferente de uma colônia.
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A corte do imperador Menelik II (ao centro). (Foto: Wikimedia Commons)
Foi o suficiente. Menelik anunciou que o tratado não tinha valor, e a Itália concluiu que o único modo de dominar a Etiópia seria através da guerra. Cerca de 18 mil soldados italianos partiram para a batalha, esperando encontrar selvagens despreparados, fáceis de dominar. O erro custou caro: havia mais de 100 mil etíopes, 80% com armas modernas, já em posição de ataque. Foi um massacre sem precedentes: algumas horas depois, 7 mil italianos estavam mortos, 1,5 mil feridos e 3 mil capturados. A guerra acabou tão rápida quanto começou, e com ela o fantasma da colonização naquele país.
Na África, a Etiópia assumiu dimensões míticas. Era um exército africano, de diversas etnias, vencendo os colonialistas brancos. “A Etiópia começou a ser vista como a terra da pureza, onde o cristianismo não foi corrompido pela escravidão”, diz Patrícia Teixeira Santos, do departamento de História da Unifesp e do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. “Nos anos 60 e 70, a Etiópia se tornou símbolo do pan-africanismo.”
Libéria
O outro país africano nunca colonizado por europeus tem uma história bastante curiosa. Isso porque foi fundado, em 1824, por escravos libertos dos EUA. Naquela época, uma organização americana chamadaAmerican Colonization Society (em tradução livre, Sociedade Americana de Colonização) havia sido criada com o propósito de levar escravos libertos e negros nascidos livres “de volta” para a África.
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Joseph Jenkins Roberts, primeiro presidente da Libéria. (Foto: Wikimedia Commons)
A ideia parece absurda, afinal, tanto os ex-escravos quanto os nascidos livres eram americanos. Mas, naquela época, o pensamento racista e escravista permitia esse tipo de conclusão. Levar a população negra para a África seria, na visão desta organização, um modo de impedir o aumento da criminalidade ou os casamentos interraciais. Hoje, essa sugestão é terrível e bizarra, mas na época foi bastante apoiada nos EUA. O projeto foi financiado através da arrecadação de dinheiro em vários estados, e recebeu o apoio até mesmo do presidente, James Monroe.
Em meados de 1821, o território da Libéria havia sido definido, e os primeiros migrantes já haviam chegado. Em 1822, foi criada a capital, Monróvia (nomeada em homenagem ao presidente Monroe). Apenas em 1824 o país foi fundado oficialmente sob seu nome, que tencionava indicar “país da liberdade”. Apesar da conexão bastante próxima com seu país de origem, os agora liberianos declararam sua independência em 1847. Mesmo assim, sua ligação próxima com os EUA manteve de fora os colonizadores europeus.
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Plano de fundação da cidade de Monróvia, no século 19. (Imagem: Wikimedia Commons)
No entanto, quando a região da Libéria foi demarcada, não havia sido levado em consideração os povos que já viviam na região. A divisão forçada do território foi um dos fatores que levaram aos conflitos e guerras civis enfrentadas no país no século seguinte, gerando um país hoje muito pobre e devastado.
“Sei que aqui terei uma vida digna, pela primeira vez”, disse, emocionado, o refugiado liberiano Joseph Morgan, de 34 anos, ao comitê de recepção das Nações Unidas no Canadá, em outubro do ano passado. Um século e meio antes, os ancestrais de Morgan haviam pronunciado palavras muito parecidas, em uma situação muito diferente. Eles acabavam de desembarcar na Libéria, do outro lado Atlântico, na costa ocidental da África, um país fundado em 1824 para servir de lar aos negros americanos.
Não podiam imaginar que no século 20 a realidade se encarregaria de destruir uma a uma suas aspirações. Os 315 mil refugiados liberianos que vivem hoje nos países vizinhos são a face mais cruel da derrocada do sonho americano na África. Vítimas de 14 anos de guerra civil, da pobreza e da falta de perspectiva, para muitos o caminho de volta à América – terra de onde saíram seus antepassados – representa agora a promessa de uma vida melhor.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A estreita ponte entre Brasil e Gana

A estreita ponte entre Brasil e Gana
Nossa história com Gana remonta a um período doloroso para muitos de nós. Digo isso, porque há pouco mais de quatro séculos milhares de africanos de várias regiões do continente foram tirados de suas terras e levados forçadamente para as Américas na condição de escravos.


Comunidade de pescadores de James Town, em Acra, capital de Gana.

Milhares desses homens, mulheres e crianças que resistiram tornaram-se nossos ancestrais e formaram o Brasil que temos hoje. Milhares desses homens e mulheres saíram em navios ancorados na margem do que hoje é o território ganense do Atlântico.

A ponte sobre o oceano Atlântico entre Brasil e Gana não se rompeu, mesmo com o fim do tráfico de cativos. Engana-se quem imagina um ganense rancoroso desse passado. Os laços que uniram nosso país a Gana está no nosso sangue, na nossa cultura e no imaginário dos que hoje vivem na outra margem do Atlântico e têm uma história incrível para contar.

A comunidade TABOM, formada por afro-brasileiros que retornaram ao território ganense desde as primeiras décadas do século XIX, luta para fortalecer os laços entre brasileiros e ganenses. Como a maior parte da história recente africana, essa também tem poucos registros, não despertou interesse à minoria que manteve um regime imperialista na África. Mas os afro-brasileiros retornados à Gana a partir do século XIX não deixaram esta história ser esquecida.


Rua Brazil Lane, onde fica a Casa do Brasil, em Acra, capital de Gana.

O nome TABOM é curioso. Segundo a tradição dos retornados quando os afro-brasileiros voltaram ao atual território ganense, antiga Costa do Ouro, eles não dominavam as línguas locais e apenas respondiam, ao ser inquiridos: “Tá bom!”

Assim, o nosso “tá bom”, ‘está tudo certo’, serviu para denominar o grupo de brasileiros de origem africana retornados ao território ganense. Na memória dos retornados ficou também o carinho e a curiosidade sobre uma terra distante, o Brasil, mas ainda muito perto dos corações. Ser ‘Tabom’ em Gana é ser feliz. Nós, brasileiros, somos bem recebidos pelos Tabom, como se encontrássemos parentes que há muito não tínhamos notícias.

Na Casa do Brasil, localizada na capital Acra, são ministradas aulas de português duas vezes por semana. Pelo vilarejo de James Town representantes da sexta e sétima geração de retornados falam de um Brasil que sonharam ou sonham em conhecer. A diplomacia brasileira tem suportado iniciativas de troca cultural entre as duas nações.

No século XXI, brasileiros cruzam o Atlântico de olho no potencial de Gana. O país foi um dos primeiros a conquistar a independênia em 1957. Saiu na frente com estabilidade política e econômica, mas ainda batalha para crescer por meio de sua própria riqueza. Potencial não falta. As condições climáticas fazem de Gana um país bastante adequado para a produção de arroz. De olho nisso, gaúchos estão colhendo este ano, com sucesso, a primeira safra.


Pequenos produtores de arroz em final de colheita, interior de Gana.

O Brasil, através de iniciativas como a Embrapa África, sediada em Gana, tenta inaugurar uma nova forma de cooperação com o continente. A cooperação que consiste, de fato, em troca de conhecimento, visando o crescimento mútuo, digno de duas regiões do mundo em desenvolvimento.

Os produtores locais de arroz ainda saem em desvantagem, precisam de assistência técnica e financeira para competir com os brasileiros, com os estrangeiros que estão de olho na África. Os ganenses precisam de suporte para gerar a renda necessária a uma vida digna. O governo ganense ainda precisa fazer muito por eles.

Brasileiros partindo para Gana e ganenses chegando ao Brasil em busca de aprendizado. Eles vêm enxergando no país-irmão o exemplo e a possibilidade de se superarem. E nós, devemos dar as boas-vindas.

.:: TV Brasil

Casamento africano e suas tradições

Casamento africano e suas tradições
África, o continente com mais civilizações antigas, com as culturas mais diversas, repleta da enorme diversidade que a caracteriza..., tudo isto naturalmente se reflete nas tradições que dizem respeito ao casamento.




· A maioria das regiões africanas que celebram o casamento tem por base uma premissa: a família. Um casamento africano é isso mesmo: a celebração do conceito da família através da união de duas pessoas; a junção de duas famílias e por vezes até de duas tribos.

· África - o continente da diversidade - apresenta muitas religiões e muitas crenças. Existem mais de 1.000 unidades culturais e cada tribo tem a sua própria tradição relativamente ao casamento. As maiores religiões de África são o Cristianismo e todas as suas diversidades, o Islamismo, Religiosa-Étnica, Não-Cristã, Hinduísmo e Baha’i. No norte de África o Islamismo está mais presente e mais para o sul surge o Cristianismo, o Hinduísmo e até algumas tradições Judaicas misturadas com outros costumes antigos

· As festas coloridas, a música e as danças são elementos fundamentais de um casamento africano. Tudo depende da parte de África onde o casamento é celebrado, mas muitas cerimónias de casamento podem durar dias, sendo extremamente elaboradas. Por vezes, existem cerimónias conjuntas onde diversos casais são casados ao mesmo tempo. O casamento pode ser algo bastante elaborado, envolvendo uma festa na comunidade que pode durar dias, cheia de dança.

· Tal como no restante mundo, o casamento em África é um acontecimento que envolve a família e a junção de duas pessoas. Existem muitas tradições relativas ao casamento em África e nenhuma é igual a outra. Contudo, existe algo em comum, a noiva tem sempre um papel especial sendo sempre tratada com o respeito devido pois ela significa uma nova possibilidade de continuar a família. Em alguns locais, a família do noivo chega a mudar-se para a vila da noiva e monta a sua casa lá.

· Em muitos locais de África, as mulheres são ensinadas desde crianças a serem boas esposas, chegando a aprender linguagens secretas passadas pelas anciãs mais velhas para poderem apenas comunicar acerca dos problemas do casamento, sem que os maridos percebam o que elas dizem. Os noivos, em geral, são preparados desde cedo para serem parceiros ideais. Em algumas tribos os mais idosos reúnem-se com a noiva e dão-lhe sábios conselhos para um casamento feliz. Muitas raparigas vão para escolas onde mães mais velhas as ensinam como ser boas esposas.

Etiópia

Na Etiópia, a povoação Karo decora as suas noivas com tatuagens no abdómen com diferentes símbolos.

Na tribo Amhara, muitos casamentos são negociados pelas duas famílias, com uma cerimónia civil a selar o contrato. Por vezes um sacerdote está presente, outras vezes não. Existe um casamento temporário celebrado através de um contrato verbal antes de ser realizado o casamento em frente às testemunhas.

Kenya

O povo Massai do Kenya faz acordos entre eles relativamente ao destino das suas crianças. Usualmente uma criança está destinada a casar com outra quando chegar à idade apropriada. No casamento, as mulheres são casadas com homens que não conhecem, usualmente muito mais velhos que elas. A noiva recolhe todos os seus bens, e é vestida com as mais finas jóias. Durante a cerimónia o pai da noiva cospe na sua cabeça e peito como sinal da sua bênção; depois a noiva parte com o seu marido para a sua nova casa sem olhar para trás, pois reza a lenda, que se assim não fizer ela transformar-se-á em pedra.
O povo Swahili do Kenya banha as noivas em óleos de sândalo e tatuam henna nos seus pés e mãos. Uma mulher mais velha dá instruções à noiva sobre como ser uma boa esposa, como agradar e fazer sentir bem o seu marido. Por vezes, esta mulher mais velha esconde-se por debaixo da cama dos recém-casados para o caso de serem necessárias instruções adicionais.
Noutra parte do Kenya a maior festa do casamento é a Kupamba, que surge na noite depois do casamento, sendo basicamente um exibir da noiva às mulheres. Nesta festa só estão mulheres, sendo uma festa onde elas podem remover os seus véus, e podem exibir umas às outras os seus magníficos vestidos e penteados, tornando a festa quase numa competição entre mulheres, pois um bom marido providencia boas roupas e boas jóias à sua mulher para que ela as possa exibir às outras.

Nigéria

Os Wodabee da Nigéria cortejam as primas para casar. Os rapazes usam amuletos poderosos para demonstrar o seu encanto às suas primas. Se existirem 2 primos que pretendam a mesma mulher a mulher escolhe um deles, sendo o outro primo convidado a ser amigo do casal e a frequentar a sua casa, e por vezes até a sua cama!

Namibia

O povo Himba da Namíbia rapta a noiva antes da cerimónia do casamento e coloca-lhe uma espécie de coroa de noiva feita em pele. Depois da cerimónia ela é levada à casa da família onde esta a informa das suas novas responsabilidades de casada, e depois ela é besuntada de manteiga para lhe demonstrar que foi bem aceite na família.

Sudão

No povo Neur do sul do Sudão, o noivo tem de pagar 20 a 40 cabeças de gado à família da sua noiva e o casamento só é considerado completo depois da mulher ter dado à luz 2 filhos. Se a mulher não conseguir dar à luz, ele pode pedir o retorno das cabeças de gado. No entanto, se o marido falecer, a família do noivo deverá providenciar um irmão do falecido à viúva e este deverá adoptar as crianças do seu irmão como suas.

Fonte: O Nosso Casamento

A Diversidade num Continente

A Diversidade num Continente
O continente africano é amplamente conhecido pelas suas belezas naturais, principalmente quando se refere à grandiosa vida selvagem.




Porém, o que encontramos de imenso neste continente é uma enorme diversidade física e sócio-econômica, pois existe neste espaço desde extensos vales férteis, aonde a vida parece não ter fim, até desertos gigantes, como é o caso do Saara, o maior do mundo. O contraste da pobreza e riqueza também é muito visível por toda sua extensão continental, sendo caracterizado principalmente pelas péssimas condições de vida em muitos países. O termo “berço da humanidade” é dado em razão da África abrigar uma das civilizações mais antigas e intrigantes do globo, os egípcios, que formaram um poderoso “império” a 4 mil anos atrás. Portanto, toda essa riqueza cultural e natural existente no continente, torna a África um espaço muito particular.

Em conseqüência a esta diversidade, não é tarefa fácil dividir a África por regiões devido a sua heterogenidade ao longo do continente. Porém, pode-se definir duas formas básicas de classificação regional: as questões físicas (localização geográfica) e questões humanas (cultura/ocupação).

África: cinco regiões num continente




Ao visualizar um mapa da África, pode-se ver que dividir o mesmo por regiões a partir da sua localização espacial nos sentidos Norte, Sul, Leste e Oeste é bem possível. Dessa forma, classifica-se o continente em cinco regiões distintas quanto a sua posição geográfica: Norte da África, Oeste da África, África Central, Leste da África e Sul da África.

Norte da África: como o próprio nome já diz, é a área situada ao norte do continente e que vem a ser banhado pelo Mar Mediterrâneo, em sua maioria, fazendo parte desta região cinco países. Também não se pode esquecer que ao sul desta região se encontra o deserto do Saara.

Oeste da África: é uma região muito confusa do ponto de vista político. São quinze nações que dividem um espaço caracterizado por áreas desérticas (Saara, ao norte) e florestas tropicais. Em sua economia local, a exploração de petróleo destaca-se com uma atividade bem atraente para os países.

África Central: caracterizada pelos inúmeros conflitos da década de 90 que marcaram profundamente a região, a África Central ficou conhecida no mundo pelos conflitos no Zaire que o transformaram em República Democrática do Congo. Oito países fazem parte desta região, destacada por grandes florestas tropicais em razão de estar na latitude 0 do globo.

Leste da África: também conhecida como “Chifre da África”, por sua forma física do extremo leste africano, é uma área bem diversificada por ter países bem estruturados e urbanizados, como é o caso do Quênia, e em contraponto a isto, existe à Somália e Etiópia, nações mergulhadas em problemas gerados pelas suas guerras civis. Nesta região encontram-se dez países bem distintos, tantos nos aspectos físicos como humanos. É na divisa entre Uganda, Tanzânia e Quênia que existe o lago Vitória, que é considerado a nascente do rio Nilo.

Sul da África: o extremo sul africano é representado pelas diferenças existente ente os onze países no campo sócio-econômico, principalmente, pois o contraste entre a África do Sul, nação bem desenvolvida, se comparada aos outros países africanos, em relação aos demais é visivelmente percebido. Este país exerce um poder centralizador nesta região, onde a economia é seu ponto forte. Observa-se também uma diversidade natural neste espaço, em razão de possuir grandes vales férteis e vastos desertos como o Kalahari, sendo no delta do Okavango (Botsuana) acontece uma das maiores e mais impressionantes migrações do mundo, a dos gnus.

Aspectos Sócio-econômicos

Agora, analisar a África destacando suas características culturais, promove uma divisão bem diferente da anterior. Ao observar o continente africano pela sua ocupação ao longo dos anos, classifica-se a África em duas regiões: África “branca” (cultura árabe) e África “negra” (culturas locais).

Isto é possível em virtude da influência que a região norte da África (árabe) sofreu da ocupação dos povos do Oriente Médio (Ásia) durante os tempos, tendo como resultado um espaço totalmente adverso da África “negra”, sendo esta última caracterizada pelas culturas regionais provindas de milenares tribos africanas. Também é possível destacar a própria cor da pele dos africanos nessas duas regiões: os descendentes de árabes possuem uma tez clara, em grande parte, enquanto que os africanos relacionados com as culturas tribais já têm uma cor mais negra.

Sendo assim, a África vem a ser o resultado de anos de ocupação e influência das mais diversas culturas do mundo que remodelaram e transformaram seu continente num espaço diversificado e muitas vezes carente de recursos econômicos, por outro lado, suas belezas naturais são únicas e, por enquanto, estão permanentes em todo seu território.

.:: Algo Sobre

Belezas da África: das cataratas aos safáris

Belezas da África: das cataratas aos safáris
As Victoria Falls, ou Cataratas Victoria, fazem parte do rio Zambeze, na fronteira entre a Zâmbia e o Zimbábue. São tidas por muitos como sendo as mais belas quedas d´água do mundo, rivalizando inclusive com as nossas Cataratas do Iguaçu.




Foram consideradas pela rede de televisão norte-americana CNN como uma das Sete Maravilhas Naturais. Pudera, essas quedas d´água (foto acima) são uma surpresa inigualável ao longo do curso do rio Zambeze. São as maiores cataratas do mundo.
Sua altura de 108 metros impressiona, assim como a fauna e a flora da região. Como se não bastasse, é imperdível o pôr-do-sol que pode ser visto em um cruzeiro pelo rio.

Botswana, território pouco explorado pelos turistas brasileiros, é hoje considerado exemplo de estabilidade política no continente, possuindo uma economia de grandes crescimentos anuais.




Entre os lugares mais fantásticos da região, destacam-se o Delta do Okavango, a reserva do Kalahari Central, o Parque Nacional de Chobe, o Parque Transfronteiriço de Kgalagadi e o sítio arqueológico de Tsodilo. Nos finais de tarde, também vale a pena aproveitar um passeio de barco pelo rio Okavango.

O sítio arqueológico de Tsodilo, no noroeste da Botswana e em pleno deserto do Kalahari, é responsável por uma das maiores coleções de arte rupestre do mundo, sendo apelidado de Louvre do Deserto. Outro ótimo programa é o safári na região do Chobe, onde se pode observar uma das maiores concentrações de elefantes do mundo (foto acima). Só não se esqueça do agasalho, pois as manhãs na região costumam ser bastante frias.

Fonte: Sortimentos.com